2014-12-29
Perdidamente
Ser poeta é ser mais alto É ser maior do que os homens Morder como quem beija É ser mendigo e dar como seja Rei do reino de aquém e de alendor É ter de mil desejos o explendor E não saber sequer que se deseja É ter ca dentro um astro que flameja É ter garras e asas de condor... É ter fome, é ter sede de infinito Por elmo as manhãs d'ouro e de cetim É condensar o mundo num só grito... E é amar-te a*sim, perdidamente É seres alma e sangue e vida em mim E dizê-lo cantando, a toda a gente...