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  2. Minha alma de amor sedenta, sequiosa
2008-11-07

Minha alma de amor sedenta, sequiosa

António dos Santos - Alfredo Marceneiro Minha alma de amor sedenta, sequiosa / Barco sem rumo e sem Deus, fora do mundo / Anda à mercê da tormenta, tenebrosa / Desse mar dos olhos teus, negro e profundo / Essa dádiva total, e quase louca / Que me pedes hora a hora, a cada instante / É o que a minha alma te dá, sem nada em troca / Quando de amor por ti chora, soluçante / Se eu um dia te perder, na minha vida / Jurarei virada aos céus, ao sol e à lua / Os perdoes que Deus me der, arrependida / Meu amor são todos teus, como eu sou tua / É uma causa perdida, pois não deve / O ser proibido amar, e desejar / Quem perde um amor na vida, que é tão breve / Jamais devia cantar, e até sonhar.

  1. Paixões diagonais
  2. Ainda que
  3. Triste sina
  4. O corvo
  5. Fado triste
  6. A palavra dos lugares
  7. Se soubesse o que sentias
  8. Minha alma de amor sedenta, sequiosa
  9. Nascimento de Vénus
  10. Par rêve
  11. Liberdades poéticas
  12. Paixões diagonais